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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

(Ainda!) O lixo e os R’s

Eu avisei que vinham aí mais posts sobre o lixo.
 
Além de não largar o lixo, continuo às voltas com a letra R e o que ela representa para a preservação do ambiente. E porquê? Porque penso que, para que se registe uma efectiva adesão das pessoas à Reciclagem e à Redução, é indispensável uma boa compreensão da problemática do lixo, nas suas várias vertentes.
 
Hoje, em vez de vos maçar com mais uma das minhas divagações sobre o assunto, optei fazer uma tradução (adaptada) do artigo “The 4 R's - Reduce, Reuse, Recycle, and Recover – Gabage gone but not fogotten”.
 
 
Os 4 R’s – Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recuperar
Lixo desaparecido mas não esquecido
 
A maior parte do lixo que produzimos é canalizado para aterros sanitários, lixeiras ou incineradoras regionais. Mas a população tem crescido significativamente, e quantidade de lixo produzido tem crescido exponencialmente fazendo com que os aterros encham muito mais depressa do que o esperado e antes que se consigam encontrar locais alternativos para construir novos aterros. Por outro lado, os aterros criam novos tipos de lixo. À medida que o lixo se decompõe, o resultado dessa decomposição juntamente com a humidade proveniente da água das chuvas produz um líquido (ou lama) lixiviante, também designado por lixiviado. È no entanto possível, nos aterros mais recentes, que estes tenham sido concebidos de forma a incluir um sistema de redução da humidade e, muitos terão certamente também, um processo de recolha e tratamento dos lixiviados.
 
O lixo em decomposição produz ainda dois tipos de gases responsáveis pelo efeito de estufa: dióxido de carbono e metano, um gás invisível, inodoro e altamente inflamável. Em alguns aterros sanitários este gás é recolhido e queimado para produzir energia (biogás).
 
O processo de decomposição requer água e oxigénio. Mas estes elementos são escassos no interior de um aterro, fazendo com que a decomposição aconteça muito lentamente. Na realidade, a prospecção feita por investigadores ao núcleo de um aterro sanitário nos Estados Unidos levou à descoberta de jornais depositados há mais de 30 ano, ainda em estado de poderem ser lidos.
 
Muitas vezes recorre-se à incineração para proceder à queima de resíduos sólidos urbanos em ambiente controlado. Este procedimento alivia os aterros, mas cria outros problemas ao ambiente. As cinzas têm de ser depositadas, ou em aterro, ou, caso sejam tóxicas, num depósito apropriado para desperdícios perigosos. A queima de lixo produz ainda gases ácidos, dióxido de carbono e químicos tóxicos que terão de ser tratados através de dispendiosos equipamentos de filtragem de ar, caso contrário estarão a contribuir para o aumento das chuvas ácidas; para a degradação da camada de ozono e para o aumento da poluição atmosférica.
 
Reciclar é apenas uma das forma de reduzir lixo. Para se ser verdadeiramente eficaz, devemos tentar incorporar a filosofia dos 4Rs Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recuperar, na nossa rotina diária.
 
Reduzir a quantidade de lixo que produzimos é, de longe, a maneira mais eficaz de combater o fluxo de lixo para os aterros. As embalagens representam cerca de metade do lixo que produzimos em volume e cerca de um terço em peso.
 
Ao fazermos compras, podemos tentar dar preferência a produtos com pouca ou nenhuma embalagem.
Aquilo que não podemos Reduzir, devemos então tentar Reutilizar.
 
Reparar um velho rádio, ao invés, de sair para comprar um novo.
Utilizar frascos, latas e recipientes de plástico para guardar restos de comida, alimentos avulso ou pequenos artigos domésticos.
Sempre que possível adquira artigos de boa qualidade que durem um bom tempo.
Materiais e embalagens que não possam ser reutilizados devem ser então reciclados, em casa, no trabalho e na escola.
Você pode contribuir para a Reciclagem dando preferência à aquisição de produtos reciclados ou recicláveis.
 
Quando se encontra numa loja, faça a si mesmo três perguntas: este produto ou a sua embalagem pode ser reutilizado ou reciclado? Foi produzido a partir de material reciclado? Sempre que possível tente que as suas aquisições vão ao encontro destes critérios.
 
Finalmente, Recupere energia a partir de desperdícios que não possam ser utilizados em qualquer outra coisa. Este quarto R é difícil de por em prática pelo cidadão comum; é mais orientado para a indústria.
 
 
Sabia que?
No Canadá os aterros sanitários representam cerca de 30% do total de emissões de gás metano do país. O metano é 20 vezes mais potente como gás de efeito de estufa do que o dióxido de carbono.
 
Sabia que?
17 milhões de Canadianos (cerca de 2/3) têm acesso a serviços de reciclagem.
 
A linguagem dos Rs
O circulo mobius, símbolo internacional da reciclagem, encontra-se em grande número de produtos.
 
Um circulo mobius sobre um fundo branco ou claro, significa que a embalagem ou o produto podem ser reciclados onde exista acesso a centros de reciclagem.
 
Um circulo mobius branco ou claro, sobre um fundo escuro ou preto, avisa os consumidores de que o produto contém materiais reciclados.
 
O circulo mobius é geralmente acompanhado por sinalética indicativa da percentagem de material reciclado de origem pós-consumo(aquele que deitamos no eco-ponto e que é recolhido para reciclagem) e da percentagem de origem pós-industrial. O material reciclado pós-indstrial é o material que sobra do processo de fabrico e que reentra esse mesmo processo. Este material nunca foi utilizado pelo consumidor final. Os produtos que contém materiais reciclados de pós-consumo são preferíveis pois já foram utilizados pelo consumidor final, pelo menos uma vez, o que os torna “mais reciclados” do que os materiais pós-industriais. Mas atenção! O facto dos produtos terem o símbolo da reciclagem, não significa que estes possam automaticamente ser reciclados na sua área de residência. Por exemplo, muitos programas de reciclagem local não recolhem nem tratam cartão. Estar bem informado sobre que materiais são ou não são recicláveis na nossa área de residência pode ajudar a fazer as melhores escolhas no momento de efectuar uma compra.
 
(ver mais sobre a simbologia da reciclagem aqui)
publicado por iGreen às 20:44
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Quanto tempo demora o lixo a desaparecer?

O problema do lixo continua a girar na minha cabeça. Não sei se é por ter sempre tanto que limpar lá por casa; se é pelo descuido dos vizinhos que deixam o lixo espalhado na rua; se foram as recentes noticias sobre Nápoles... Enfim, só sei que é um assunto que me preocupa cada vez mais. Por isso também, procuro saber cada vez mais sobre ele.

No outro dia deu-me a curiosidade de saber quanto tempo demorariam os produtos a decompor? Já fazia uma ideia de alguns, mas quiz saber mais. E fiquei a saber que, na Natureza e ao ar livre os seguintes produtos teriam os seguintes tempos aproximados de decomposição:

 

Material
Tempo de Degradação
Aço
10 a 100 anos
Alumínio
Mais de 500 anos
Cerâmica
indeterminado
Chicletes
5 anos
Cordas de nylon
30 anos
Esponjas
indeterminado
Filtros de cigarros
1 a 5 anos
Isopor
indeterminado
Madeira
6 meses
Borracha
indeterminado
Papel e papelão
3 de 6 meses
Plásticos
50 a 450 anos
Restos orgânicos
6 a 12 meses
Vidros
Mais de 4000 Anos
Pano
6 meses a 1 ano
Fraldas descartáveis
Mais de 450 anos

 

Nota:

Estes dados foram compilados dos seguintes sites:

http://www.institutogea.org.br/8a.htm
http://www.pescacananeia.com.br/decomposicaoereciclagem.htm
http://www.lixo.com.br/tempo.htm
http://www.geocities.com/gaya_prod/decomposicao.html
http://www.odebate.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4050&Itemid=17
http://www.notapositiva.com/superior/gestaoempresarial/gestaoambiental/reciclagem.htm
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=134&iCanal=1&iSubCanal=45&iLingua=1
http://www.cm-marco-canaveses.pt/Ambiente/Conselhos.htm
http://daniela.bloguepessoal.com/3355/Reciclagem/
 
Terão certamente reparado que em cima sublinhei o facto dos tempos apresentados serem ao "ar livre". Isso deve-se ao facto de o óxigénio e a água serem dois factores importantes no processo de decomposição do lixo. Para haver uma decomposição rápida e eficiente, a circulação de ar é fundamental. Por isso é que quem faz compostagem caseira sabe que é recomendável mexer periódicamente os resíduos.Nos aterros isso não acontece, porque o lixo fica amontoado em grandes pilhas onde o óxigénio e a água são escassos. E mais, devido ao aumento sucessivo da produção de lixo pelas populações, os responsáveis pelos aterros (em todo o mundo) são obrigados a fazer uma compressão maior do lixo para prolongar o seu tempo de utilização o que reduz ainda mais a circulação de ar aumentando, de forma ainda desconhecida, o tempo

de decomposição dos materiais ali depositados.

 

É sem dúvida fundamental que comecemos sem demoras a reduzir a quantidade de lixo que produzimos e a educar as novas gerações nesse sentido.

 

Sugestão:

Depois de ler a tabela acima, jogue um joguinho de The Garage Graveyard Game.

 

publicado por iGreen às 13:37
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Reaproveitar... Reinventar...

R é uma letra que há muito se tornou um símbolo do “estilo verde”. É por R que se iniciam uma série de palavras-chave para a alteração do estilo de vida moderno adequando-o ao necessário respeito pela natureza e contribuindo activamente para a salvação do planeta.

Reciclar - Reduzir - Reutilizar - Reaproveitar - Remodelar

O mais engraçado é que algumas destas palavras interagem umas com as outras. Por exemplo: ao reutilizar e ao reaproveitar está simultaneamente a reduzir e, de certa forma, a reciclar.

 

Pessoalmente gosto muito de reaproveitar. Agrada-me o desafio de olhar para um objecto e arranjar uma forma de o reinventar para que possa continuar a ser-me útil, salvando-o de ir para o lixo.

 

Durante a última época festiva apareceu-me uma pequena caixa de esferovite que originalmente serviu para o acondicionamento de uns artigos em cerâmica. Por se tratar de um material de difícil reciclagem e não bio-degradável, tinha que lhe arranjar um destino que não fosse o lixo. Habitualmente reutilizo este material desfazendo-o em pequenos pedaços que uso para fazer a camada de drenagem nos meus vasos, mas não tinha plantas para envasar e, além disso, a dita caixinha era tão jeitosa...! Por outro lado tinha uma data de bolbos à espera que lhes comprasse vasos ou floreiras para os plantar. Então decidi converter a caixa numa floreira. Foi bastante fácil, ora vejam:

 

 

1. Comecei por lhe fazer alguns furos no fundo (neste caso foram 6) para o escoamento da água.

A maneira mais fácil de fazer furos neste tipo de material é utilizando uma vara de metal aquecido no fogão (pode ser uma chave de fendas).

 
  2. Depois, peguei nas tintas da minha filha (guache) e fiz uma mistura que deu um resultado meio-tijolo-meio-roxo e cobri toda a superfície da caixa. (Atenção que o esferovite é bastante impermeável por isso a cobertura não ficou muito uniforme e ficou bastante mais clara que a cor original.) Deixei secar durante a noite. (demora a secar por ser uma superfície difícil). No dia seguinte escureci e engrossei a mistura original e apliquei umas riscas. Pintei também uma covete de isopor (daquelas da carne), para servir de prato, e deixei tudo a secar durante outra noite.

3. De seguida era preciso impermeabilizar a pintura (o guache é solúvel na água, como certamente sabem) para que a nova floreira pudesse ganhar um espaço na varanda. Para isso usei cola branca de madeira (em pote, não em bisnaga). Comprei um pequeno pote e pincelei por cima da superfície pintada. Fica tudo muito branco, como podem ver, mas esta cola seca transparente (*) deixando o acabamento com um leve brilho acetinado, bem bonito.

(*) verifiquem na embalagem que a cola é transparente depois de seca, porque existem variedades em que isso não acontece. Em caso de dúvida consultem o funcionário.

 
 

4. E cá está o resultado final.

Uma floreira onde plantei alguns dos meus bolbos e que agora aguardo ansiosamente me presenteiem com umas belas flores (lá mais para a Primavera, claro!). Ficou baratíssimo e nem deu assim muito trabalho, ao todo devo ter gasto umas 2 horas e meia neste projecto (ou menos!).

 

publicado por iGreen às 21:53
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Animais de Rua - Projecto de Esterilização e Protecção de Animais Sem Lar