Não. Não é sobre o Sporting!... São dicas e opiniões sobre jardinagem, paisagismo, ambiente, ecologia, natureza, energias alternativas, reciclagem, etc, etc, etc...

.Vamos a votos?


Google PageRank Checker

.pesquisar:

 

.Agosto 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
www.greenpeace.pt

.ainda verditos:

. Porque amamos os animais....

. Solução de arrumação para...

. Agradecendo

. Porque amamos os animais....

. Porque amamos os animais....

. Porque amamos os animais....

. Porque amamos os animais....

. Vou de férias!

. Abriu a caça ao Voto!

. Porque amamos os animais....

. Que tal... umas férias no...

. Tão giro!

. Pequeno, mas com muita ar...

. Porque amamos os animais....

. Apelo!

.já maduros:

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

.links

.tags

. todas as tags

.euVerde:

.vósVerdes:

.mundoVerde:

Locations of visitors to this page
Add to Technorati Favorites


View blog authority
blogs SAPO
RSS
Spread the Recycling Message
Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

2008: Ano Verde

Nas duas últimas semanas andei a matutar sobre o que deveria escrever no meu primeiro post de 2008. Não me consegui decidir entre fazer um balanço de 2007 ou atirar-me logo à elaboração de uma lista de resoluções para 2008. Acabei por abandonar ambas as ideias porque não consegui atinar com uma forma de as transformar em um post (ou dois) interessante. O balanço de 2007 poderia pecar por defeito e, por outro lado, as resoluções para 2008 poderiam diluir alguns assuntos que pretendo abordar de forma mais particular. Além disso, não foi em 2007 que me comecei a preocupar com o ambiente e com o meu impacto sobre ele. Também não será em 2008 que vou conseguir reduzir o meu impacto a zero (se calhar, nem nunca!), mas o que importa é que vou continuar a tentar modificar os meus hábitos e a substitui-los por opções mais verdes. Para tal continuarei fiel à velha máxima: REDUZIR – REUTILIZAR – RECICLAR.
 
Neste primeiro post de 2008 venho dizer-vos que, apesar de as questões ambientais me preocuparem profundamente e considerar que é a minha obrigação viver de forma a preservar o planeta para que as próximas gerações possam desfrutar dele (pelo menos) da mesma forma que eu tive oportunidade de o fazer; não sou fundamentalista. Não penso que seja necessário abdicar sumariamente de todos as inovações e confortos da vida moderna. A transmissão dessa ideia só pode, na minha opinião, afastar as pessoas desta causa. A minha ideia é que se caminhe na direcção da construção de um mundo melhor adoptando atitudes fáceis e simples. Para conquistar adeptos, em primeiro lugar há que demonstrar às pessoas os benefícios directos (muitas vezes a tomada de consciência ecológica passa pela carteira!) e/ou como tornar mais divertidos os seus novos hábitos verdes. As minhas sugestões base, são:
  • Ser "forreta". O desperdício é um flagelo. Ao adquirirmos coisas de que não necessitamos verdadeiramente, estamos inconscientemente a ficar mais pobres. Em primeiro lugar porque tudo custa dinheiro, em segundo lugar porque se não tem utilidade torna-se lixo e esse lixo pode ficar guardado em casa, privando-nos de espaço; ou ser deitado fora para acabar por ser depositado nalgum aterro sanitário onde, além de ocupar um espaço, vai entrar num período de decomposição mais ou menos longo e emitir resíduos mais ou menos tóxicos, contribuindo para nos roubar um bem muito mais precioso que o dinheiro: a saúde. E os candidatos Nº 1 a esta consciencialização são as crianças, naturalmente. Não só porque se se habituarem desde cedo a serem selectivos vão ser adultos responsáveis, mas também porque pouparão muito dinheirinho aos pais.
     
  • Ser "poderoso". Enquanto consumidores raramente nos apercebemos do poder que temos. Na realidade é o consumidor quem define o mercado. É quem define o que é produzido e como é produzido. Existem no mercado muitos produtos que podem parecer apelativos por apresentarem um baixo preço, mas que na realidade são uma farsa atendendo à baixíssima qualidade de produção, o que vai fazer o consumidor gastar várias vezes mais dinheiro para usufruir desse produto durante um determinado período de tempo (já que terá que o substituir) do que se tivesse começado por adquirir o mesmo produto, mas de qualidade superior, embora um pouco mais caro. Então se, enquanto consumidores, optarmos por adquirir apenas produtos de melhor qualidade, embora em menor quantidade, isso irá fazer elevar os padrões de produção (já que os produtos baratos não terão escoamento) e a seu tempo farão também baixar os preços (porque se vendem mais).
     
  • Ser patriota. Quando vamos às compras podemos habituar-nos a dar preferência aos produtos produzidos o mais próximo possível. Dessa forma, estamos a contribuir para dinamizar a economia local e a criação de empregos. Por outro lado estamos a contribuir para reduzir custos de transporte/embalagem e a correspondente poluição. E mais, os produtos frescos (frutas, vegetais, etc.) para poderem suportar as longas viagens e ainda poderem aguentar algum tempo até serem vendidos, normalmente são sujeitos à adição de químicos ou refrigerações que reduzem a sua natural qualidade. A origem de cada produto deve estar em local bem visível para identificação por parte do consumidor, não custa muito dar uma olhada. Os restantes produtos que tiramos das prateleiras dos supermercados estão invariavelmente marcados por código de barras e através dos 3 primeiros dígitos de cada código pode-se identificar a origem do mesmo.
     
  • Ser activo. Muitas das nossas atitudes menos verdes têm por base um dos 7 pecados originais: a preguiça. Eu sei que o estilo de vida actual é demasiado exigente e que as pessoas chegam ao final do dia exaustas e sem paciência. Este estilo de vida leva as pessoas a afastarem-se mais e mais da natureza e a viverem em mundos artificias onde não poderão nunca ser felizes já que entram numa guerra inconsciente com a sua génese. Não têm animais em casa, para não terem o trabalho de limpar, de passear, de dar de comer... esquecendo a companhia, o afecto, o exercício de que poderiam usufruir (ganhariam energia!). Não têm plantas em casa, para não terem trabalho de dar água, de tirar as folhas secas, mudar a terra, adubar, tratar das pragas... esquecendo que, enquanto fazem essas tarefas poderiam estar a dissipar stress, a reequilibrar o seu organismo, pelo contacto com os seres pelos quais o Homem esteve rodeado tantos milhares de anos (ganhariam paciência!). Para “não terem (mais) trabalho” preferem viver em locais assépticos e despidos de vida... esquecendo que muitos dos produtos com que diligentemente limpam o seu espaço, emanam invisivelmente vapores tóxicos e que a ausência total de “vida” debilita o sistema imunológico (candidatam-se a doenças: depressão crónica, asma, etc.). Separar lixo para reciclar, e ter 4 caixotes em vez de um só? Ter que andar não sei quanto mais para deitar fora o lixo reciclavel? Isso dá muito trabalho!  - Aqui, confesso que lhes dou razão. Devia haver muitos mais eco-pontos, tantos quantos contentores de lixos orgânicos ou não recicláveis. Mas também aqui podemos ser mais activos, por exemplo, aproveitem aqueles dias em estão chateados (mesmo chateados) para se agarrarem ao computador e dispararem e-mails para todo o lado a reclamar a instalação de um eco-ponto à porta de vossa casa (porque não?). Chateiem a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal, a empresa de recolha de resíduos da vossa área, a Sociedade Ponto Verde. Quando acabarem já devem ter largado bastante stress!
     
  • Ser criativo. Tornar os nossos hábitos diários mais amigos do ambiente não significa ter que enveredar por uma vida de sacrifícios. Se lá em casa tornarem a limitação de tempo no duche numa competição, em que aquele/a que demorar mais tempo é quem tem que executar uma qualquer tarefa doméstica, ou tem que usar uma peça de roupa ridícula, fica bem mais divertido. Ou então, se começarem a pôr de lado, numa caixa, o dinheiro que têm conseguido poupar com os novos hábitos verdes (poupar electricidade, água, combustível, detergentes) para incrementar as férias da família, ir a um espectáculo, etc., também será uma boa recompensa. E se usarem a imaginação para reciclar alguns objectos que estavam destinados ao lixo e transforma-los em alguma coisa útil, pode ser uma boa forma de entreter os miúdos naquelas tardes de Domingo chuvosas em que não dá para sair.
     
  • Ser audaz. Por vezes desenvolvemos determinadas aversões que podem não ter verdadeiramente razão de ser. Por exemplo: andar de carro particular ou de transportes públicos? Nas grande cidades onde a rede de transportes públicos é também a melhor e mais organizada, milhares de pessoas sujeitam-se diariamente à tortura de passar horas presas dentro de um carro (espaço menor que uma cela de prisão) em intermináveis engarrafamentos, sujeitas ao barulho, irritação, fumos, etc. E fazem-no convencidas de que estão a tomar a melhor opção de transporte (mais rápido, mais seguro, mais confortável...!!). Mas será que é mesmo assim? Quantas destas pessoas é que já experimentaram fazer o mesmo trajecto de transporte público? E quantas o terão experimentado recentemente, para ver se houve melhorias? E as pessoas que têm um problema de saúde como excesso de peso ou colesterol elevado, por exemplo? Qual será a solução que adoptam ? Exclusivamente a via medicamentosa, apesar de artificial e cara? Ou a incorporação de hábitos mais saudáveis que possam incluir a substituição de algumas deslocações motorizadas por deslocações a pé ou de bicicleta? Se alguma solução mais verde não funcionar de todo convosco, tudo bem – não é nenhum drama – desde que não a rejeitem sem antes experimentar!. Para quem não está habituado, uma destas experiências pode revelar-se tão excitante como qualquer desporto radical. Bungee jumping? Nã... prefiro ir a pé!!!
Em resumo, podemos – e devemos – continuar com a nossa vida, não andando para trás, mas continuando a andar para a frente. Não abdicando dos nossos hábitos, mas melhorando-os, adaptando-os à nova realidade, ou melhor à nova e imperiosa necessidade. O mais importante é ir tomando atitudes, mesmo que pareçam pequenas ou insignificantes. O pior seria continuar indiferente.
 

Mais uma vez, um bom ano para todos!

tags:
publicado por iGreen às 20:41
link do post | comentar | favorito
|
Animais de Rua - Projecto de Esterilização e Protecção de Animais Sem Lar